Se existe algo que aprendemos com a maternidade é que, mesmo quando os filhos crescem, o amor no coração da mãe continua forte e ela os entrega aos cuidados de Deus.
Hoje, falarei como mãe de quatro filhos adultos, que são quatro bênçãos em minha vida: duas mulheres e dois homens.
A maternidade não termina quando os filhos crescem
Quando somos mães de filhos adultos, às vezes não sabemos como explicar que a maternidade é um aprendizado que não termina com o crescimento deles.
Nem nosso amor se divide conforme a quantidade de filhos. Nós os amamos integralmente, e buscamos entender, cada qual, com sua personalidade única.
Por isso, nunca paramos de aprender a ser mãe, pois não existe uma rotina linear. Sempre aparece uma demanda diferente.
Por mais que tenham o mesmo pai, a mesma mãe, a mesma criação, cada qual tem personalidades distintas. Isso torna tudo muito desafiador e gratificante ao mesmo tempo, porque cada hora é uma surpresa.
Isso explica por que ser mãe é, de fato, um aprendizado para a vida inteira.
Quando meus filhos eram crianças, eu pensava que, quando crescessem, ficaria mais descansada.
Achava que eles seguiriam seus rumos e tomariam conta das próprias vidas. Mas me enganei.
Naquela época, as mães de filhos adultos me diziam: “Ah, minha filha, você não sabe de nada. Filhos criados, trabalhos dobrados: os cuidados e o zelo são para a vida toda.”
Pois não é que tinham razão! Para mim, quanto mais meus filhos cresciam, mais crescia meu amor por eles – e junto com o amor, um receio quanto ao futuro.
Quando os Filhos Crescem, o coração de Mãe nunca deixa de cuidar
Como mães, ficamos alertas com o bem-estar de nossos filhos, por mais que já sejam adultos e estejam bem encaminhados.
Quem é mãe conhece o verdadeiro significado daquele ditado:
“ser mãe é padecer no paraíso.”
E há outro, ainda mais pulsante:
“ser mãe é desfiar o coração, fibra por fibra”.
Isso porque compartilhamos o mesmo amor, os mesmos cuidados e as mesmas preocupações. Parece que esses sentimentos nascem junto com nossos bebês.
A verdade é que eles nunca deixam de ser nossos bebês. Não importa se têm 1, 2, 3 ou 50 anos.
Como explicar tamanha magnitude e intensidade de amor?
O amor de Deus é ainda maior que o amor de uma mãe
Para você ter ideia da grandiosidade do amor de uma mãe, observe o que Deus disse em Isaías:
“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.” (Isaías 49:15)
Deus escolheu a imagem da mãe porque ela é o símbolo máximo de proteção e cuidado que conhecemos aqui na terra. É como se Ele dissesse:
“Se o amor que vocês consideram o mais inesquecível ainda pode falhar, o Meu é a Rocha inabalável.”
Se nós, com todas as nossas limitações, amamos de forma tão arrebatadora, imagine o cuidado de Quem nos criou.
Deus usa o nosso exemplo de mãe para nos dar segurança: mesmo que o impossível acontecesse e uma mãe esquecesse, Ele permanece.
Em meio a um mundo tão conturbado, esta Palavra e esta Promessa nos confortam e nos animam, porque criar filhos, hoje em dia, não é brincadeira. É preciso ter muita fé em Deus, que nos sustenta.
Quando meus filhos eram pequenos, eu orava, cuidava da alimentação, das roupinhas, preocupava-me em levá-los à escola, ao dentista, ao pediatra.
Hoje, os cuidados mudaram de forma. Saem os cuidados físicos, entram a oração constante, os conselhos e a fé de que Deus os guardará e os livrará de todo mal.
Quando os Filhos Crescem e precisamos soltar as mãos
Ainda mais quando um filho ou uma filha decide morar em outro país.
Com todos esses conflitos mundiais, o coração da mãe fica mais apreensivo, e a saudade também aperta de vez em quando.
Por isso, sempre repito: “Meus braços são curtos e não podem te abraçar, mas os braços do Senhor te abraçam por mim. Precisei soltar tuas mãos, mas sei que Ele está contigo, te abençoando e te protegendo.”
Lembrando uma passagem marcante da Infância deles:
Lembro-me de um episódio marcante da infância dos meus filhos.
Em um shopping lotado, minha filha mais nova soltou minha mão e desapareceu por alguns minutos.
Entrei em pânico.
Foi uma das piores sensações da minha vida. Talvez porque o coração de mãe nunca consiga lidar bem com a ideia de perder de vista um filho. Nem por alguns instantes.”
Já os meninos… Bem, como disse: cada qual com sua personalidade distinta.
O que sei é que cresceram tão rápido, quase num piscar de olhos.
Ser mãe é confiar os filhos aos cuidados de Deus
Por isso, independentemente da fase em que nossos filhos estejam, seja bebê, criança, adolescente, adulto, não importa.
E se, por algum motivo, você, assim como eu, precisou soltar as mãos de um de seus filhos, segure nas mãos de Deus por ele. Ou melhor: deixe que Deus segure as suas mãos.
Creio que uma das maiores lições da maternidade é aprender que nunca teremos controle sobre tudo, mas podemos entregar nossos filhos Àquele que os ama ainda mais do que nós.
Se hoje seus braços não conseguem alcançar quem você ama, descanse. Os braços do Senhor alcançam.
Feliz Dia das Mães para todas as mulheres que amam, oram, cuidam, esperam e continuam segurando os filhos no coração. Mesmo quando a vida exige que soltem suas mãos.
Vamos conversar um pouco?
Como tem sido para você esse Dia das Mães?
Se quiser, compartilhe suas experiências comigo nos comentários. Vou gostar de te ouvir.
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Obrigada por me permitir caminhar com você por meio destas palavras.