Em algum momento da vida, quando pensamos que está tudo bem, algo inesperado acontece — confuso, doloroso e fora do nosso controle.
É justamente nesses momentos de instabilidade que somos chamadas a firmar nossa fé em Deus.
Quando a dor entra pela porta de casa
Sei que não estou sozinha. Há muitas pessoas enfrentando o mesmo que eu: uma mãe internada em um hospital.
Desde abril do ano passado, minha mãe enfrenta sérios problemas de saúde após uma virose que a levou à uma UTI. Foram 29 dias entre UTI e enfermaria. Nada nos preparou para isso.
Depois da alta, ela nunca mais foi a mesma. Desde então, vivemos em alerta constante.
- Medicações com hora marcada,
- pressão sendo monitorada,
- alimentação controlada,
E, ainda assim, muitas vezes, algo saía do nosso controle. As idas ao hospital se tornaram frequentes.
Quando a realidade se torna mais dura
Com o tempo, seu corpo ficou mais frágil. No início deste mês, levamos minha mãe novamente ao hospital — e dessa vez ela ficou internada na ala vermelha.
Seu estado piorou drasticamente. Hoje, enfrentamos dias de confusão, aflição e cansaço emocional.
Sei que enquanto há vida, há esperança, mas a verdade é cruel: não há boas perspectivas de melhora para ela.
A ilusão de que temos o controle
Quando a rotina segue calma, é fácil cair na ilusão de que seguramos as rédeas da nossa própria vida. Fazemos planos. Construímos certezas.
Mas basta um vento inesperado — um diagnóstico, uma ida às pressas ao hospital — para nos dar um choque de realidade. E, por mais doloroso que seja, esse choque nos desperta.
Ele nos lembra da nossa verdadeira condição: somos frágeis.
É apenas quando reconhecemos a nossa total fragilidade que paramos de lutar contra o que não podemos mudar, e percebemos o quanto dependemos da vontade de Deus.
A decisão da entrega: ou confio ou me desespero
Minha mãe é atendida pelo SUS. Sou grata por isso, mas também percebo as limitações bem de perto: São poucos médicos e poucos leitos para muitos pacientes.
Mas é inútil. Porque existem situações em que, por mais que façamos, não podemos mudar o rumo das coisas.
E é aí que entra a verdade que confronta: ou eu confio em Deus… ou eu me desespero.
Preciso me lembrar o tempo todo: Deus está no comando. Deus está no comando.
Não muda a situação. Muda o meu coração.
A dor de uma despedida anunciada
Sei que o momento da partida da minha mãe está se aproximando.
A vontade é chorar, gritar, não aceitar.
Mas quando eu a entrego nas mãos de Deus… sinto um alívio. Um refrigério. Como um bálsamo que acalma a alma.
A fé que sustenta no meio da aflição
Jesus foi claro:
Sem mim, nada podeis fazer.
A gente entende isso na teoria.
E então, mesmo em meio à dor, experimentamos a paz que excede todo entendimento.
Não estamos sozinhas
Jesus também nos alertou: no mundo teríamos aflições.
A Bíblia nos diz que:
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. (2 Coríntios 4:8-9)
Conclusão: confiar é uma decisão diária
Aprendi que a verdade é essa: nunca teremos o controle sobre tudo. Nem eu, nem ninguém. Mas podemos escolher confiar.
- Mesmo quando a alma dói.
- Mesmo quando não entendemos.
- Mesmo quando parece o fim.
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Obrigada pelo carinho de sua leitura!
Um abraço fraterno!
Deus te abençoe!
Com carinho,
🌸🌸🌸🌸🌸
A minha alma descansa somente em Deus; dEle vem a minha salvação.
(Salmos 62:1)


